DA PRESSA TECNOLÓGICA À CALMA DA MEDICINA

Onde a medicina acalma? O mundo anda às pressas, as pessoas buscam a quantidade não a qualidade. O tempo torna-se cada vez menor. As pessoas tornam-se, a cada dia, escravas de si mesmas. Será que este relógio esta correto?

Precisamos olhar e analisar tudo isso sob a ótica moderna e tentar entender que, para uma boa gestão tecnológica temos que administrar com precisão o fator humano, fator essencial e fundamental para a tecnologia. Queiramos ou não, somos, cada um de nós, a peça fundamental, pois o que seria da tecnologia sem as pessoas? E ao mesmo tempo o que seria das pessoas sem a tecnologia?

Vendo, vivendo e analisando as gerações, baby boomers,X,Y,Z, inserida neste sistema, temos que nos atentar para os cuidados que a máquina humana, isto mesmo, nosso corpo, representa para que possamos administrar com qualidade as situações.
Vejamos as peculiaridades de cada geração: Os babyboomers (aqueles nascidos entre 1904 a 1959), geração que traz em si uma forma de pensamento pós-segunda guerra, uma geração de idealistas, revolucionários e coletivos.

Foto: Divulgação

Já a geração X (nascidos entre 1960 a 1979), é formada pelo capitalismo e pela meritocracia. São, de uma forma geral, mais materialistas, individualistas e competitivos e adoram e cultuam uma marca como símbolo da geração.

Os Millennials ou geração Y ( nascidas entre 1980 a 1995), quebraram muitos paradigmas e os padrões que existiam até sua chegada. Essa geração chegou com o propósito de implementar as transformações tecnológica e todos antes desta geração constatamos que até mesmo os millennials, foram adaptados ao mundo digital e temos a geração Z, nascida em 1995 a 2010, que hoje tem entre 7 a 22 anos nasceram conectadas e mobile, com um forte e imensurável poder nas mãos e desafios médicos a entender.

Foto: Divulgação

Notamos que no seu paralelo a medicina vem inovando e trazendo aos nossos olhos e tempo um novo conceito de cuidado o SLOWMEDICINE (Medicina Devagar), isto mesmo, uma medicina geriátrica, pois as gerações citadas ficarão idosas um dia e, diferentemente do que fazemos com o avanço da tecnologia quando trocamos de aparelhos celulares como mudamos de roupas, devemos nos atentar para a maturidade e a usabilidade da máquina humana, chamada corpo, pois este não tem como ser trocado dependendo das conveniências e momentos, como trocamos os aparelhos eletrônicos, em especial pelo avanço das tecnologias, que a cada dia nos apresenta inovações nunca antes ao menos imaginadas.

Devemos,então, entender a qualidade deste trabalho para um bom rendimento qualitativo. Conforme explanação da Doutora Paula Fleury Curado, conceituada médica geriatra, se posiciona, resumidamente, sobre o tema. Na sua avaliação a prática médica atual tem se caracterizado pela falta de tempo: consultas rápidas, profissionais apressados, frequentemente médicos desconhecidos frente a pacientes anônimos, são circunstâncias em decorrência das quais não se estabelece conexão entre o profissional e o paciente. Esta é a situação habitual em atendimentos de urgência. Tal estado de coisas tem gerado grande insatisfação dos pacientes , dos médicos e dos demais profissionais de saúde.

A filosofia da Slow Medicine ( Medicina Devagar) caminha na direção contrária: resgata o tempo como parte essencial da abordagem médica. O tempo para ouvir. A Slow Medicine ( Medicina Devagar) começa pela escuta cuidadosa e respeitosa do paciente. Enfatiza o raciocínio clínico e o cuidado focado no paciente, seu tempo, sua individualização, qualidade de vida, segurança, auto cuidado, autonomia, compaixão e o verdadeiro amor de cada um. A Slow Medicine ( Medicina Devagar) inverte a estratégia do sistema e certamente diminui custos, na medida em que investe prioritariamente em procedimentos de baixo custo e baixa complexidade. Investe fundamentalmente no cuidado profissional, investe na pessoa, tanto naquele que cuida como naquele que é cuidado e se utiliza da tecnologia apropriada de forma cautelosa. Respeita os valores e as expectativas das pessoas. Investe na reflexão cuidadosa e individualizada. Evita a solicitação de exames inúteis e de procedimentos com resultados duvidosos ou pífios, muitas vezes com custos altíssimos. Tudo faz crer que esta prática pode ter impactos positivos na redução dos custos da assistência médica.
Portanto nobres leitores, vamos atentar que a maquina mais moderna e tecnológica que existe no mundo, que somos nós mesmos, devemos cuidar dela, pois será que se nossa maquina falhar valerá apena tudo isto?

 

Fonte: Orla Notícias – Brasil – Tocantins – Palmas

Categorias: DESTAQUE,Internacional

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