‘Made in Portugal’ representa “mais valor acrescentado”

As declarações foram feitas na feira Maison & Objet, que arrancou esta sexta-feira e decorre até 23 de janeiro, no Parque de Exposição de Paris Nord Villepinte, e onde estão representadas mais de cem empresas portuguesas dos setores do mobiliário, têxteis-lar, decoração, iluminação, acessórios e cozinha.

“No setor têxtil-lar, Portugal está entre os dez países mais exportadores do mundo e no setor mobiliário estamos entre os 20 países mais exportadores do mundo. Portanto, já não é baixos salários, já não é baixos custos de produção, é sobretudo mais valor acrescentado”, afirmou o ministro em reação às conclusões de um estudo do Observatório sobre Crises e Alternativas segundo o qual a consolidação da retoma económica está a criar precariedade.

O barómetro, divulgado a 05 de janeiro, revelou que o predomínio da precariedade continua, com a redução do peso dos contratos permanentes no setor privado e a degradação dos salários.

O chefe da diplomacia portuguesa argumentou que o modelo de crescimento de Portugal “já não é baseado em baixos salários” porque acrescenta “mais valor no processo de produção, no processo de comercialização e nos serviços” prestados aos clientes e declarou que “essa ideia antiga de que Portugal exportava, sobretudo, cortiça ou calçado ou vestuário é uma ideia justamente cada vez menos adequada à realidade”.

Augusto Santos Silva explicou que, nas exportações, a França é o segundo cliente de Portugal e Portugal o 15º fornecedor da França e apontou como principais grupos de produtos ou serviços exportados para França as viagens e o turismo, os veículos e outros meios de transporte, os serviços ligados aos transportes e as máquinas e aparelhos.

Na Maison & Objet, “uma feira importantíssima” da fileira casa, em que “Portugal está entre os cinco países mais representados”, o ministro salientou que “os setores que tradicionalmente são fortes nas exportações portuguesas modernizaram-se muito e são, aliás, dos setores que mais se modernizaram em Portugal e mais se adaptaram às novas competições da competição internacional”.

“Justamente, os dois setores principais que estão aqui presentes, o setor mobiliário e o setor têxteis-lar, são exemplos desta modernização”, continuou, acrescentando que “o conjunto da fileira casa significa hoje em Portugal 3,5% das exportações, significa mais de 6.000 empresas, mais de 42.000 postos de trabalho diretos e exportações no valor anual superior a mil e setecentos milhões de euros”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, acompanhado pelo secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, está em Paris, esta sexta e sábado, numa missão de diplomacia económica que descreveu como “muito importante porque a internacionalização da economia portuguesa é um dos motores do crescimento da economia e do emprego”.

Esta sexta-feira, Santos Silva reuniu-se com empresários e investidores da comunidade portuguesa em França e o secretário de Estado visitou a Bijorhoca – Feira Internacional de Joalharia e a Who´s Next – Feira Internacional de Moda, que ocorrem em simultâneo no centro de exposições da Porta de Versalhes e nas quais há cerca de duas dezenas de empresas portuguesas a participar.

Categorias: DESTAQUE,Economia

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