Maioria dos empresários portugueses crê na retoma moderada da economia

A maioria dos empresários portugueses acredita que os próximos três anos serão caracterizados por uma retoma moderada da economia, sendo necessário apostar em novos produtos, serviços e canais digitais, segundo um estudo da Deloitte hoje divulgado.

Segundo o estudo “O Futuro em Perspetiva”, as políticas públicas são identificadas como um dos maiores riscos para a atividade económica, embora os empresários portugueses entendam que possam ter reduzido impacto positivo no crescimento económico.

Sobre a confiança na capacidade de os decisores políticos tomarem decisões apropriadas em relação ao progresso económico dos próximos três anos, as opiniões dividem-se entre a “confiança moderada” e a “falta de confiança”.

“Parece ser fundamental a redução de custos de contexto para que se criem condições para que as empresas possam competir nos mercados globais e atrair investimento externo”, refere a consultora.

O objetivo dos empresários centra-se no desenvolvimento de uma cultura e comportamentos atrativos e de um sentido de propósito para os talentos nas empresas que gerem.

O estudo da Deloitte resultou da análise de 37 respostas recebidas de presidentes executivos das 250 maiores empresas inquiridas (15% do universo).

Ao nível europeu, o estudo indica que a Europa tem de estar preparada para uma próxima crise.

“A imprevisibilidade da atual presidência dos EUA acresce preocupações mundiais, como a recente crise com a Coreia do Norte, o Irão ou México. O ‘Brexit’ e a situação na Catalunha condicionam o futuro e requerem atenção”, sinalizam.

Para os autores do estudo, os tempos de resposta da União Europeia parecem lentos em relação à velocidade de mudança.

“Os processos são lentos, mas 80% das decisões são tomadas por unanimidade, o que lhes dá mais força e estabilidade para a implementação em cada um dos Estados-membros”, referem, acrescentando que a Europa está ainda em construção e a União Económica e Monetária está incompleta.

No que concerne à zona euro é necessário completar os três pilares, sendo que apenas dois estão em construção: a supervisão e o Mecanismo de Resolução.

“O Mecanismo Europeu de Estabilização (MEE) pode evoluir progressivamente para um Fundo Monetário Europeu, o qual deverá, contudo, estar firmemente ancorado nas normas e competências da União Europeia”, acrescenta.

Falta concretizar o Sistema Comum de Garantia de Depósitos que contribuirá para minimizar os efeitos de fenómenos de “corrida” aos depósitos, que, numa situação de contágio, condicionariam rapidamente a liquidez do sistema bancário, indica ainda a Deloitte.

Fonte: Lusa

Categorias: DESTAQUE,Economia

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