Novas manifestações de palestinianos por causa de Jerusalém

Cerca de mil pessoas manifestaram-se no posto de controlo de Qalandiya, entre Jerusalém e Ramallah, na Cisjordânia ocupada, muitos deles atirando pedras às forças israelitas, constatou a agência noticiosa francesa AFP no local.

Os soldados e polícias israelitas ripostaram com gás lacrimogéneo, granadas de atordoamento e balas verdadeiras.

Concentrações com alguns distúrbios decorreram igualmente em Hebron e Nablus (sul e norte da Cisjordânia) e na Faixa de Gaza, separada da Cisjordânia pelo território de Israel.

Nove palestinianos ficaram feridos na Cisjordânia, mas nenhum com gravidade, indicaram as equipas de socorro.

Os palestinianos tinham inicialmente sido instados a manifestar-se hoje, por ocasião da chegada prevista a Jerusalém do vice-Presidente dos Estados Unidos, Mike Pence.

Crê-se que foi o número dois de Trump, que entretanto adiou a sua visita para janeiro, quem influenciou fortemente a decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Muitos especialistas interpretam a iniciativa como um gesto de Trump para com a comunidade evangelista, que constitui uma parte importante do seu eleitorado e à qual Pence pertence.

A Casa Branca anunciou o adiamento da visita de Pence para meados de janeiro do próximo ano, para que este pudesse estar presente numa votação importante no Senado.

A declaração de Trump, que chocou com décadas de diplomacia internacional sobre o estatuto de Jerusalém, uma das questões mais espinhosas do conflito israelo-palestiniano, desencadeou manifestações e confrontos quase diários nos territórios palestinianos.

Desde 06 de dezembro, as tensões que causou fizeram oito mortos e dezenas de feridos palestinianos.

Categorias: DESTAQUE,Internacional

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