“PSD parece partido ao meio e pode desmembrar-se e tornar-se irrelevante”

fundador do Clube dos Pensadores (CdP), Joaquim Jorge, defende que a campanha para decidir o novo líder do PSD “está a ser longa demais”. O biólogo considera que o partido deveria ter decidido ter um novo líder antes do final do ano.

 “Ao marcarem as eleições, deveriam ter previsto que se metia o OE2018 , por fim, a época de Natal e o fim de ano”, nota Joaquim Jorge, num texto de opinião enviado ao Notícias ao Minuto.

As pessoas estão ‘noutra’, se alguma vez estiveram com a política”, constata.

Nesse sentido, daquilo que Joaquim Jorge observa, a campanha dos dois candidatos (Rui Rio e Santana Lopes) tem sido “insossa, desconsolada, desenxabida, inexpressiva, sem grande interesse”. Citando Miguel Relvas, que considerou esta disputa interna uma “campanha confidencial”, o fundador do CdP, sublinha que esta prima por ser “muito fechada e que somente diz respeito aos seus militantes”. Por essa razão, considera, “o alheamento da maioria dos cidadãos é enorme”.

E tal não acontece, na sua opinião, por ainda não terem acontecido os tão falados debates. “Penso que há alguma inabilidade dos candidatos e dos seus assessores”, vinca, considerando que os debates, por vezes, “se não forem bem moderados, não são nada esclarecedores”. Antes pelo contrário, “criam uma imagem distorcida”.

Se Joaquim Jorge fosse candidato a líder do PSD, e tendo em conta que seria candidato a primeiro-ministro, não se preocuparia “muito com debates a dois”. “Falaria para o PSD (militantes) e para Portugal (cidadãos)” com sessões de esclarecimento e debate de ideias, frisa.

No debate interno, “procurava nos debates com militantes explicar como se pode melhorar o PSD”, tendo por base quatro objetivos estruturais: desburocratizar; desideologizar; desclientelizar; descentralizar.

Nos debates com a sociedade civil, o biólogo refere que “procurava fazer ver como actuaria se o PSD fosse chamado a formar Governo”. Do que se tem apercebido, Rui Rio e Pedro Santana Lopes “andam mais preocupados em ver quem tem mais apoios, quer em comissões de honra, quer avulsos!”. Neste campo, julga, “há apoios que só prejudicam, nada acrescentam, só subtraem”.
Fonte Noticia ao minuto

Categorias: DESTAQUE,Política

Leave A Reply

Your email address will not be published.