Setor dos media aguarda vendas da Media Capital e de revistas da Impresa

A decisão da Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a venda da Media Capital à Altice e a compra das revistas da Impresa pelo antigo jornalista Luís Delgado são dois temas que vão marcar os ‘media’ no início de 2018.

Acompra da dona da TVI pela Altice foi um dos dossiês ‘quentes’ de 2017, com oposição ao negócio de vários setores, incluindo partidos, telecomunicações e grupos de meios de comunicação social, com a Impresa e a Sonae (dona do jornal Público) a serem as mais contundentes.

O negócio proposto pela dona da PT/Meo, operadora comprada pela Altice em junho de 2015, teve parecer negativo da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), que em 19 de setembro considerou que não deveria ter lugar “nos termos em que foi proposto” por ser “suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva” em vários mercados.

E o mercado ficou, então, a aguardar o parecer da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, considerado pela AdC como vinculativo, que foi conhecido em outubro e gerou várias críticas. Isto porque os três membros do Conselho Regulador da ERC – depois de outros dois membros terem saído na sequência do fim do mandato em novembro de 2016 – não tinham chegado a acordo sobre a proposta de compra da Media Capital, porque o então presidente da entidade reguladora, Carlos Magno, votou contra o veto do negócio.

O processo passou para a alçada a AdC, esperando-se desenvolvimentos no início do ano.

Entretanto, a ERC passou finalmente a ter nova equipa, mais de um ano depois de a anterior ter terminado o mandato.

O regulador dos ‘media’, liderado por Sebastião Póvoas, tomou posse em 14 de dezembro com o setor da comunicação social em turbulência e reestruturações à vista, sendo que há quem defenda que a nova equipa deverá analisar a venda da Media Capital.

Também para o início do próximo ano está prevista a concretização da venda das revistas da Impresa, onde se inclui a Visão, a Luís Delgado, o que deverá acontecer logo nos primeiros dias de janeiro. Além disso, o grupo de Francisco Pinto Balsemão, que é um dos acionistas privados da agência Lusa, pretende reduzir os custos em quatro milhões de euros em 2018, depois da venda das revistas, de acordo com o Jornal Económico.

O mercado também espera novidades na Global Media, dona do Diário de Notícias, entre outros títulos, e também acionista privada da Lusa, depois de o investidor de Macau KNJ ter feito uma injeção de capital de 15 milhões de euros no grupo em novembro, passando a deter 30%.

Na altura, a KNJ referiu que a injeção de dinheiro iria permitir à Global Media “investir no seu futuro”.

Por sua vez, o grupo Cofina Media, que no início deste ano avançou com um despedimento coletivo, na sequência de uma reorganização, anunciou em setembro a agregação das redações dos títulos na sede, em Lisboa, para “rentabilizar sinergias”. Este processo deverá estar concluído em breve.

Relativamente aos grupos de ‘media’ públicos, as administrações da Lusa e a RTP têm o seu mandato a terminar, pelo que são aguardadas decisões sobre a liderança das duas empresas.

 

 

Fonte: Lusa

Categorias: DESTAQUE,Economia

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